Materiam Superabat Opus

Academia de Letras de Garanhuns – no Espaço -Tempo

Compartilhe:

Por Evaldo B. Calado (foto)

A mente humana é tão extraordinária na manifestação criativa, de natureza imaterial, intelectiva e racional, que seus atributos constituem pré-requisitos, indispensáveis aos grandes projetos elaborados pela sociedade humana em toda a sua odisseia pelo espaço-tempo terrestre.

Infelizmente, do imenso acervo representando suas criações, na antroposfera, quase nada foi devidamente registrado para perpetuação, e posterior contributo às gerações sucedâneas, ainda que selecionadas rigorosamente fossem, por críticas competentes, com base no que referenciamos ainda hoje, como: Edificantes, éticos, enternecedores, dignos do zelo que preserva, despertando admiração e merecedores de elogios, “louvores”. Lamentavelmente esta falta de desvelo, causa triste amnésia no memorial humano, gerando o desfavor coletivo em relação a toda boa obra que se empreende como testemunho insofismável de que, apesar de…Tem valido à pena nossa passagem pelos horizontes desta Orbe.

Uma “pequena/grande obra” teve início em nossa Garanhuns, em 1977; Pequena porque começou modesta, humilde no seu aspecto físico,  como ainda hoje se nos parece tal. Grande pela importância de sua sublime missão. Foi alí, quando grandes expoentes de nossa cultura, decidiram unir forças, inspirados por um ideal em comum, o de não levar para o “espaço etéreo” a riqueza cultural de que eram detentores, mas, deixar como herança para os seus pósteros, para nós, tesouros de conhecimentos, adquiridos, por cada um deles, na caminhada gloriosa de suas vidas virtuosas, na divulgação continuada da cultura e do saber.

Somos seus legítimos herdeiros, todos os que amamos o saber, o conhecimento, a arte da investigação, o exercício da pesquisa, a ascensão da natureza humana compartilhada em cada uma das etapas, por todos que perseguem o ideal ao qual se aspira.

Aqui estamos, porém;  que lamentável, lá se foram os nossos predecessores; dignos, honrados, mestres do conhecimento, sonhadores fervorosos de um futuro radiante para seus seguidores. Mas, aonde se encontram os registros de seus exemplares feitos? Ou…Quem produziu na memória coletiva o “apagão nocivo” de todo bem que eles gestaram e que embalaram nos próprios braços, por tanto tempo, as criações que nos haveriam de transmitir?  Se amaram bastante o que produziram, por certo não ensejariam ocultar aquilo que procriaram, nem tornaram eles mesmos, latentes, tantos modelos a serem seguidos ou inspirando o criativismo de tantas outra mentes.

Hoje, corremos o mesmo risco, o de ver esvairem-se nas jornadas temporais, as criações deste nosso turno, pela falta de registros informáticos, indeléveis e consistentes, para alimentar os sonhos de nossos substitutos. Cada geração produz e transmite o que aprendeu. Uns, bens materiais, [riquezas que não levam para o além], outros, tesouros inerentes, que são parte de si mesmos, e quanto mais distribuem com seu próximo, mais ricos se tornam.

Coletivamente:

Toda a associação humana representa algum grupamento de indivíduos acalentando os mesmos sonhos e devaneios, as mesmas quimeras que os une. Qualquer ajuntamento humano carece de certos princípios gestores para conduzir a todos, sob a égide de um líder que os represente legitimamente e, saiba promover a moderação em tempo de crise.

Esse lider é imaginado comoo heroi” que na hora necessária descerá ao fundo do poço para efetuar o resgate, contudo; o ato de heroismo é compartilhado por todos aqueles outros, que sustentam a corda por onde desce a liderança heroica.  No final, a própria vitória proclamará a todos, herois, segundo o envolvimento de cada um.

Nos “últimos tempos” da Academia de Letras de Garanhuns, presenciei um destes movimentos de resgate, quando foi se formando, naturalmente, um Líder vocacionado para empreender o redirecionamento da Instituição, liderando com forte motivação, com igual engajamento de seus pares, em um trabalho virtuoso e parceiro, do Mestre, escritor, conciliador, companheiro de horas difíceis, persona humilde, pleno de cordialidade, idealiza-dor, projetista de visão futurista, participante das lutas na busca de soluções em pequenos e grandes embates, com sabedoria para participar, discutir e submeter à voto soberano da Assembleia deliberativa da Academia, antes mesmo da execução, cabível ao Líder e seus liderados. Seu nome: José Carlos de Souza Guedes; eleito Presidente  da Academia de Letras de Garanhuns, empossado 19 de março de 2021,  já militando ativamente nesta Se-ara, antes mesmo do sufrágio de seu nome para o cargo supra citado.

Compartilhei  o convívio acadêmico com este ser humano excepcional, durante o tempo em que estive atuando como secretário desta Academia, assim como com a plêiade de homens que ora formam seu séquito na sustentação dos ideais, e nas realizações desta Casa de Cultura da terra dos Garanhuns – “TERRA DOS GUARÁS E DOS ANUNS” .

Dos trabalhos já encetados sob a atual administração, já se pode fazer uma projeção promissora, e imaginar um futuro, que sem desmerecer os administradores do passado, deverá ser de esplêndidas realizações.

O perfil de Produtor de textos e Educador militante, –foco desta produção-, Mestre, Escritor, (vários títulos), múltiplas abordagens, Palestrante, Orientador em várias áreas de seu domínio, é sem dúvidas, forte inspiração a todos aqueles que aspiram crescimento intelectual e exemplo de vida também no exercício do labor diário.

O que ensejo ver, da gestão “Guedes”, não é mera expectativa mas, uma expectação de fé, e confiança, com base na competência e no amor à causa, como ele mesmo devota e proclama, assim como no indispensável companheirismo harmônico, de todos os acadêmicos, comprometidos com a excelência.

Deus os abençoe, guarde e prospere.


Compartilhe:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.